Junior Geo questiona terceirização de UPAs de Palmas
Geo questionou as terceirizações que estão sendo realizadas pela Prefeitura de Palmas.
POLÍTICA
4/3/20262 min read


O deputado estadual Professor Júnior Geo (PSDB) fez duras críticas às terceirizações em andamento na área da saúde pela Prefeitura de Palmas. Durante pronunciamento na sessão desta terça-feira (31), o parlamentar questionou os valores envolvidos e a necessidade dos contratos.
Segundo ele, há uma discrepância significativa nos custos quando comparados a outros municípios. Geo citou o exemplo de Araguaína, que, com cerca de 170 mil habitantes e uma UPA Porte 3, possui um gasto mensal de aproximadamente R$ 1,6 milhão, somando menos de R$ 20 milhões por ano. Já em Palmas, com população superior a 300 mil habitantes e duas UPAs do mesmo porte, o custo estimado deveria girar em torno de R$ 40 milhões anuais. No entanto, de acordo com o deputado, está em elaboração um contrato que pode chegar a R$ 140 milhões por ano. “Estamos falando de cerca de R$ 100 milhões a mais. A quem interessa essa terceirização?”, questionou.
O parlamentar também levantou preocupações sobre os impactos da medida para os profissionais da saúde. De acordo com ele, a possível substituição ou remanejamento de servidores concursados pode gerar prejuízos diretos no funcionamento das unidades e na rotina dos trabalhadores.
“Quem ganha com a precarização da saúde? O dinheiro público deve ser utilizado para resolver os problemas da população. Não faz sentido retirar servidores de seus locais de trabalho, desorganizar vínculos e impor escalas que dificultam a atuação desses profissionais, inclusive com horários que vão até meia-noite, sem a devida estrutura de transporte”, afirmou.
Geo ainda criticou a condução da gestão municipal, classificando a situação como resultado de decisões equivocadas ou interesses que não atendem ao coletivo. Para ele, o cenário atual reflete problemas mais profundos na administração pública da capital.
“Estamos diante de uma sequência de erros ou de decisões que não priorizam o interesse da população. Isso acaba gerando um cenário de desorganização e prejuízo para quem mais precisa dos serviços públicos”, concluiu.
