Suspeita: Vereador divulga vídeo com fogão com identificação patrimonial em fazenda ligada a Wanderlei Barbosa

Imagens mostram preparo de peixe em equipamento que aparenta ser público; uso fora de órgão oficial levanta questionamentos; e origem do fogão não foi confirmada pelo governo

POLÍTICA

Folha do Girassol

4/22/20262 min read

Um vídeo que começou a circular nas redes sociais, divulgado pelo vereador de Peixe, Luzimar de Souza Carneiro (Republicanos), levantou questionamentos sobre o uso de um fogão industrial com identificação patrimonial em uma propriedade rural ligada ao governador Wanderlei Barbosa (Republicanos).

Nas imagens, o equipamento aparece sendo utilizado no preparo de peixe. Um detalhe chama atenção: na lateral do fogão há uma etiqueta que sugere possível registro como patrimônio público. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a origem do item.

A gravação foi feita pelo próprio vereador, que também atua como coordenador de Residência Viária da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) na regional de Gurupi. Ele aparece acompanhado do ex-candidato à prefeitura de Peixe, João Carlos Lima Neto, conhecido como Patiu, que prepara o alimento durante o vídeo.

Em tom descontraído, ambos comentam a situação e fazem menção ao local como sendo ligado ao governador, citando-o como “nosso amigo Wanderlei”. A gravação também indica que a cena ocorre na região do Catoá, área frequentemente mencionada pelo governador em publicações ao lado da primeira-dama, Karynne Sotero.

“Estamos aqui fazendo um piauzinho para o nosso amigo Wanderlei, amigo de todas as horas”, diz Patiu no vídeo.

Apesar das imagens, não é possível afirmar de forma conclusiva que o fogão pertence ao poder público. Ainda assim, a presença de identificação patrimonial levanta a necessidade de apuração sobre um possível uso irregular de bem público em ambiente privado.

Diante da repercussão, a reportagem procurou a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) para esclarecer se o equipamento integra o patrimônio de algum órgão estadual, se há autorização para seu uso fora de instalações públicas e se será aberta alguma investigação interna sobre o caso.

Inicialmente, o prazo para resposta era até o fim da segunda-feira (20). A Secom, no entanto, solicitou mais tempo e informou que enviaria um posicionamento nas primeiras horas de terça-feira (21). Até agora, não houve retorno. O conteúdo será atualizado caso haja manifestação oficial.